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Poemas 4

Publicado em

por Antonio Souza*

Esse açucar derramado , tão dificilmente
engendrado na entranha da fruta.
É um açucar desnecessario
doçura inútil e dádiva
mas no mundo de
garras , presa e queixadasnão se ganha batalha
com tal artimanha
Seguir o exemplo do cardo
agudez e espinho para defender a polpa

A fruta se faz plena e vítima

.
Quero morrer em praça pública
como os três tigres tristes
singelamente
como os mendigos
e os balões

.
À beira Tejo as coisas fluem.
O rio da minha aldeia é
mais belo que o Tejo ?
Mormaço e solidão
minha
aldeia
tem mais de mil
anos e é a mesma.
O rio da minha aldeia já
naveguei
O rio que nasce
em minha aldeia é triste
pois não sabe se perder

.

Que substância é essa em que se está submerso
a qual se rumina a cada instante
que substância é essa em que estamos soterrados?
mas
se por acaso fossemos retirados? Gritaríamos,
Rilke? Gritaríamos através de nossas guelras,
gritaríamos para ser outra vez jogados
no peso que nos aterra?

.

*Antonio Souza é poeta e, sobre si, diz: “nasci em Pernambuco, há algum tempo, a não ser por alguns poemas que tenho a pachorra de fazer, sou a pessoa mais sem graça do mundo e não gosto de falar disso”.

Sacros

Publicado em

por Caravaggio*

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Davi e Golias (1599)

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Judith decapita Holofernes

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Medusa

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Narciso

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Sacrifício de Isaac

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São Francisco em oração

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São Jerônimo em meditação

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Michelangelo Merisi da Caravaggio ( 1571 – 1610) foi um pintor italiano atuante em Roma, Nápoles, Malta e Sicília, entre 1593 e 1610. É normalmente identificado como um artista barroco, estilo do qual foi o primeiro grande representante. Caravaggio era o nome da aldeia natal da sua família e foi escolhido como seu nome artístico.

Caravaggio tomava emprestada a imagem de pessoas comuns das ruas de Roma para retratar Maria e os apóstolos. A sua inspiração estava entre comerciantes, prostitutas, marinheiros, todo o tipo de pessoas que não eram de nobre estirpe e que tivessem grande expressão, como as suas obras retratam. Talvez tenha sido um dos primeiros artistas a saber conciliar a arte com o mitológico “ministério de Jesus”, que teria acontecido entre pescadores, camponeses e prostitutas.

A princesa do oriente e o segredo do anel

Publicado em

por Francisco Zenio*

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* Francisco Zenio faz cordel, xilogravura, palestras, entre outras coisas. Fez parte da Lira Nordestina, no Ceará. Trabalhou com Luiz Gonzaga e mais um bocado de coisa.

Zombie-fu: mixed martial undead arts

Publicado em

por André

Tive a ideia do filme de zumbis MAIS PHODA DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE DESSA METADE DO UNIVERSO. Vou jogar no éter… sei que nunca conseguiria produzi-lo mesmo. O título seria ZOMBIE FU e a história se passaria no Japão medieval. Não sei exatamente o mote… mas, oh boy, cada cena… Listo abaixo:

- O grupo de sobreviventes seria composto por um mestre em cada arte marcial. Consegui pensar em um drunken master… em um arqueiro zen… em um karateka… um aikidoka… e um samurai.

- O vilão poderia ser um Lord Ninja ou um Daimiô do mal. O cara comandaria tropas de zumbis e tal.

- IDEIA DE CENA: O arqueiro zen atirando em zumbis cavalgando… A morte dele seria uma prova ao seu espírito. Uma horda alucinadamente correndo para cima dele. Algum outro personagem está em apuros e a salvação depende do arqueiro.O arqueiro respira fundo. Câmera lenta se aciona. Naquele momento, ele e arco são um só. De um mínimo vão entre os mortos-vivos, a flecha passa, acertando o alvo. Com a expressão mais serena, o arqueiro permite ser devorado vivo.

- IDEIA DE CENA: Talvez o Karateka pudesse assumir a liderança como o personagem principal. Depois de ser desacordado pelo vilão, é deixado em uma sala escura abarrotada de zumbis desacordados. No primeiro gesto, o tilintar de um sino. O primeiro zumbi dá uma primeira olhada no seu possível jantar. Avança aos poucos. Quando o karateka recua, mais sinos são ouvidos, atraindo mais zumbis. E se dá conta: o inimigo prendeu, com gilhões de ferro, badalos em seus membros. O primeiro morto avança. Ele bloqueia a primeira investida. BLÉM. Soca forte o rosto do oponente, fazendo a cabeça rolar longe. (Nota: talvez ele devesse usar uma luva ou algo que protegesse sua pele dos arranhões e mordidas dos adversários). BLÉM. Dois novos zumbis se levantam e partem pra cima. BLÉM. BLÉM. BLÉM. A câmera corta pra os olhos de quatro zumbis acordando. E, logo, para fora do dojô. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. BLÉM. Corte rápido para dentro. O karateka está no centro de um foco de luz… ao redor… uma massa negra de carne pútrida viva. Ao final, como ele não teria força para espatifar crânios, ele passaria do desafio deixando um mar de cabeças gemendo e tentando morder qualquer ser que passa no raio de alcance de suas bocas. (Em tempo: o chão de cabeças poderia ser a causa da morte do vilão. A luta final se passaria em um andar acima desse galpão, ou em uma espécie de mesanino. O karateka dispararia um soco no peito do inimigo, lançando-o para o chão. Bocas nervosas morderiam com ânsia a carne do malfeitor que sem o sangue frio do herói não conseguiria se esquivar, acabando por se enredar mais e mais nos restos dos zumbis.

- IDEIA DE CENA: O samurai agiria com suas espadas… e a ideia de projéteis atingirem sua armadura, fazendo barulhos que atraiam os zumbis, também funcionaria. Como se vê… é o personagem que menos tenho ideia do seu destino.

- IDEIA DE CENA: O aikidoka enfrentaria um grupo de zumbis completamente desarmado. Porém, a técnica de torções de braços só resultaria em desmembramentos aos olhos atônitos do artista marcial. Talvez ele pudesse trabalhar bem com esquivas e empurrões. Mas eu deixaria a parte de esquivas para o drunken master.

- IDEIA DE CENA: Luta one-on-one do drunken master com um zumbi. Ambos cambaleariam, se esquivando dos golpes e investidas. A luta só se encerraria quando o herói percebesse que precisaria beber mais para aumentar o raio de ação dos passos trôpegos, acertando a cabeça zumbi com seu vaso de barro repleto de saquê.

Cabeça dinossauro vol. 1

Publicado em

por Stêvz*

Veja os bastidores do zine no Cumulus Absurdum (o blog do Stêvz).

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* Stêvz é brasiliense, ilustrador e músico. De vez em quando ele escreve. Além de ser um dos homens Beleléu.

As quatro estações e os quatro elementos

Publicado em

por Giuseppe Arcimboldo*

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Inverno (1573)

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Verão (1563)

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Primavera (1573)

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Outono (1573)

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Água (1566)

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Fogo (1566)

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Ar (1566)

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Terra (1570)

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* Giuseppe Arcimboldo foi um pintor italiano. Suas obras principais incluem a série “As quatro estações”, onde usou, pela primeira vez, imagens da natureza, tais como frutas, verduras e flores, para compor fisionomias humanas.

Maracatu SP

Publicado em

por André

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Maracatu SP

Apresentação do Projeto Calo na Mão em escola pública de São Paulo/SP. Fotos tiradas por André.

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